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Eleições 2018: Rodízio democrático e as configurações do Brasil, RN e Nova Cruz...

Por João Maria de Oliveira

BRASIL:

A vitória de Jair Bolsonaro, na oitava eleição presidencial direta depois da redemocratização serviu para atestar a solidez do estado democrático de direito. E consolidá-lo ainda mais.

Mesmo no inicio e durante a campanha, os advogados de Lula exerceram pressão máxima, de várias formas, legais e outras nem tanto para que o ex-presidente  pudesse disputar o pleito, mas a  Lei se fez valer, pois para um condenado ser candidato seria preciso desobedece-la  que  segundo a qual réu condenado em duas instâncias fica inelegível por oito anos.

Como se esperava, leis foram respeitadas.

A eleição de Bolsonaro abre um novo ciclo na democracia brasileira. Pois segue-se um governo de direita assumida aos 13 anos de poder petista em Brasília.

É missão adicional de o novo governo fazer um trabalho competente na formulação de propostas, enquanto, da parte da oposição, cabe a ela, sem abrir mão de seu papel, entender que logo no início da gestão de Bolsonaro estarão em jogo questões das quais depende o futuro dos brasileiros.

RIO GRANDE DO NORTE

No âmbito estadual a senadora Fátima Bezerra (PT) bateu o recorde de votos recebidos por um candidato que concorreu ao governo do Rio Grande do Norte, porém, vai assumir um estado mergulhado numa grave crise financeira e a governadora eleita não tem base aliada nem na Assembleia Legislativa nem na Câmara de Deputados e muito menos terá apoio do novo presidente eleito. O futuro do RN é tenebroso.

NOVA CRUZ

E Nova Cruz, como fica?
Dividido em três segmentos de liderança no primeiro turno, a eleição de domingo, 28/10/2018 – Segundo turno – Mostrou que os eleitores não ficaram convencidos com as propostas dos candidatos ou que já não acreditam em seus “líderes”.
Mesmo com apoio de dois dos três segmentos do primeiro turno, a senadora Fátima Bezerra obteve apenas 11.335 votos, se consideramos o apoio de Cid Arruda (ex-prefeito) e Flávio Nogueira (atual vice-prefeito) esse número mostrou uma não adesão em massa de seus seguidores, lembramos que em 2012 quando eleito prefeito pela 3ª vez em Nova Cruz, Cid Arruda obteve 12.069 votos (55,89%) e mesmo quando derrotado em 2016 sua votação atingiu 10.210 Votos.
Não podemos esquecer que os seguidores do atual vice-prefeito atribuíram à vitória de Targino Pereira a composição da chapa com Flávio Nogueira.
Já para o atual prefeito a resposta negativa foi pior ainda, pois quando eleito em 2016, Targino Pereira obteve 10.995 votos (50.83%) e desta feita, seu candidato teve “míseros” 7.230 votos.
Para 2020 fica uma incógnita sobre quem serão os candidatos e como se configurará a adesão dos eleitores.

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