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Saeb substitui Prova Brasil e Avaliação Nacional de Alfabetização...


O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) vai mudar na sua próxima edição. E vai começar já pelo nome. A Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) e a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc, também conhecida como Prova Brasil) deixarão de existir com essa nomenclatura. A partir de 2019, todas as avaliações externas serão identificadas como Saeb. O que vai marcar as diferenças será a indicação da etapa e das áreas do conhecimento avaliadas.

Outra novidade é que o Saeb passa a incluir também a Educação Infantil, além do Ensino Fundamental e Médio, que já eram avaliados. As aplicações acontecem para turmas de creche, pré-escola, 2º ano, 5º ano, 9º ano e 3ª série do Ensino Médio. O 3º ano do Fundamental, que era coberto pela ANA, deixa de ser avaliado. Essa mudança acontece por causa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece o fim do ciclo de alfabetização no 2º ano e não mais no 3º.

A ANA e a Prova Brasil, aplicadas no Ensino Fundamental e Médio, exploravam Língua Portuguesa e Matemática. Já na próxima edição, o 9º ano deverá também contemplar as áreas de Ciências da Natureza e de Ciências Humanas no escopo do teste.

As frequências e os anos de aplicação também sofrem alterações. A partir de 2019, todas as avaliações da Educação Básica serão aplicadas em anos ímpares, e a divulgação dos resultados acontece nos anos pares. Até então, cada uma era aplicada de acordo com diretrizes específicas. A ANA, por exemplo, tinha uma frequência anual, enquanto a Prova Brasil era bienal.

Haverá ainda aprimoramento nos questionários e plataformas do Saeb, além da revisão das matrizes de avaliação. A última revisão ocorreu em 2001. “O novo Saeb moderniza a sua arquitetura para acoplar aos resultados de desempenho dos alunos uma análise dos fatores associados a esse desempenho”, disse Maria Inês Fini, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Saeb. De acordo com Maria Inês, isso vai permitir que gestores e equipes técnicas das secretarias de Educação compreendam o resultado do desempenho dos alunos no contexto real e social onde ele ocorre.

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