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Youssef pega oito anos de cadeia...

São Paulo (AE) - O doleiro Alberto Youssef foi condenado ontem a 8 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, e multa pelo crime de corrupção na ação que levou também à condenação de ex-dirigentes da cúpula da empreiteira Camargo Corrêa - Dalton Avancini, João Ricardo Auler e Eduardo Leite, que já não ocupam mais funções na empreiteira. Mas, na prática, Youssef deverá cumprir somente três anos em regime fechado.

O 'abrandamento' da pena do doleiro foi determinado pelo juiz federal Sérgio Moro que adotou as penas previstas no acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. O magistrado avalia que Youssef e também o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa (Abastecimento), outro delator, forneceram 'provas relevantíssimas' para Justiça sobre o esquema de corrupção e propinas instalado na Petrobras e desbaratado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

A sentença de Moro no caso Camargo Corrêa fulmina os críticos das delações. Alguns dos mais renomados criminalistas do País tentam derrubar as delações, atribuindo aos delatores contradições e versões conflitantes entre si.

Na sentença que condenou o doleiro, o magistrado afirmou que não cabia o 'pretendido' perdão judicial. A pena de Youssef teve como a confissão do crime como atenuante e a reincidência como agravante. O juiz faz menção ao caso Banestado - investigação sobre evasão de US$ 30 bilhões envolvendo diretamente Alberto Youssef. "Deve ser reconhecida a agravante da reincidência, pois Alberto Youssef foi condenado, com trânsito em julgado, por este mesmo Juízo na ação penal 2004.7000006806-4 em 24 de junho de 2004. Observo que não transcorreu tempo superior a cinco anos entre o cumprimento da pena daquela condenação e a retomada da prática delitiva", apontou Sérgio Moro.


Tribuna do Norte

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