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Ser adversário x Ser inimigo...

Em primeiro lugar é importante não confundir adversário com inimigo. Adversários o político sempre terá, contra eles vai concorrer, com eles vai disputar espaço político, prestígio, poder. Adversários entretanto são conjunturais, mudam com o tempo e as circunstâncias. O adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã.

O que distingue o conflito entre adversários e entre inimigos é a presença do ódio como fator dominante, como motivação principal.

A disputa entre adversários pode e costuma ser dura, envolve ataques, acusações, hostilidade. Entre adversários, porém, não existe ódio. O que distingue o conflito entre adversários e entre inimigos é a presença do ódio como fator dominante, como motivação principal.

O ódio é pessoal, irreversível, radical. É um sentimento que lança suas raízes no plano mais íntimo da individualidade das pessoas.

Seu objetivo real, muitas vezes não reconhecido, é a eliminação completa do inimigo (eliminação seja no campo da política, da vida social, econômica, profissional, e no limite, o próprio desejo da morte física).

Na vida familiar, social, profissional, podemos ter adversários e até inimigos. O mesmo ocorre na política. As instituições democráticas são as formas mais desenvolvidas de convívio político, exatamente porque institucionalizam o conflito ao tempo em que fixam os seus limites.

O pluralismo, a liberdade de organização política e de associação, os direitos individuais, os direitos das minorias, as eleições periódicas, são todas instituições que legitimam o conflito e o mantêm dentro de limites que respeitem os direitos dos cidadãos.

O que são as eleições senão um conflito limitado entre adversários, com regras claras e explícitas para definir quem vence? Na política democrática então, como regra, o conflito ocorre entre adversários.

Na verdade, é comum dizer-se que os adversários estão nos outros partidos, os inimigos estão no nosso partido!

É um erro de graves conseqüências tratar adversários como inimigos e inimigos como adversários: os primeiros poderão acabar tornando-se inimigos e os segundos não mudarão seus sentimentos.

As leis do poder ensinam que não se deve tentar mudar os inimigos, porque eles não mudarão. O que compete fazer é tentar controlá-los, para evitar que o prejudiquem, porque mil amigos não são suficientes, um inimigo o é. Não existe inimigo inofensivo.

Texto de www.politicaparapoliticos.com.br

Comentários

  1. Sou titular do blog http://santoantoniooficial.blogspot.com/

    Ao observar suas postagens observei que trata-se das mais inteligentes, em termos de postagens profissionais relacionadas a todos os assuntos do cotidiano. Tanto é que, sem permissão, coloquei o seu blog como blog parceiro. E se você, por gentileza, quiser fazer o mesmo. postaremos muitas postagens interessantes,quando as tiver; para o bem da nossa querida região agreste.

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