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Motta e Robinson travam "Guerra Fria"...

Decidido a formar seu próprio grupo político, o presidente da Assembleia Legislativa (AL), deputado estadual Ricardo Motta (PMN), disputa espaço com o seu ex-líder, o vice-governador Robinson Faria, presidente estadual do PSD. Além de travar uma batalha nos bastidores com Robinson pela liderança de deputados estaduais, Motta foi para o interior, na tentativa de impedir a debandada de filiados do PMN para o PSD que estava prevista para ocorrer até amanhã, último dia de filiação para quem pretende disputar as eleições de 2012.

A batalha entre Motta e Robinson é uma espécie de “guerra fria” da política potiguar. Eles não se atacam abertamente, mas lutam por interesses opostos dentro do mesmo eleitorado. O vice-governador tinha o presidente da Assembleia como seu braço direito. Ele levou um golpe ao vê-lo articular a formação de um novo grupo com os membros que seguiam sua liderança. Assim como das outras vezes que se sentiu acoado, Faria já adotou a lei do silêncio. O pessedista ainda está refletindo a derrota política que teve com o episódio da perda de parte do seu grupo.

O rompimento entre Robinson Faria e Ricardo Motta é iminente. Com o poder legislativo nas mãos assegurado até 2014, Ricardo já não precisa mais do seu ex-líder nem para crescer politicamente nem para abrir as portas do governo, que, por sinal, também não tem sido receptivo com o vice-governador. No pedido de autorização para o empréstimo de U$$ 540 milhões, a Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Semah), que tem Faria como titular, não foi contemplada.

Já no orçamento para 2012, o governo propõe a redução de 70% dos recursos que foram destinados para a pasta neste ano. Na “guerra fria” da política local, Ricardo não está sozinho na missão de enfraquecer o poder político do vice-governador, que enfrenta grandes dificuldades para sair dessa situação.

Alguns atribuem a articulação para diminuir a força do vice ao ex-deputados estadual Carlos Augusto Rosado, marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Outros, ao deputado federal Henrique Eduardo (PMDB), que pretende disputar o Senado em 2014, mesma vaga cobiçada pelo presidente estadual do PSD. O fato é que a cada dia que passa, o vice perde mais espaço na aliança política em que está.

Fonte: Blog Visão Política /Tribuna do Norte

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