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CONTRADIÇÕES...

A tématica do programa institucional da prefeitura municipal de Nova Cruz foi a educação onde a secretária municipal apresentou informações totalmente contraditórias.

Vejam só, no mês de abril a prefeitura municipal de Nova Cruz através da Secretaria Municipal de Educação anunciou que foi contemplada com o prêmio Latino-Americano por excelência em educação e hoje (11 de julho) a secretária ocupa os microfones da rádio curimataú para informar que feita um pesquisa em duas turmas de 4º e 5º anos, em uma delas com 32 alunos, apenas 9 sabem ler e na outra turma de 29 alunos apenas 3 conseguem descifrar os códigos lingüinsticos.

Então como pode com esses dados a educação de Nova Cruz ser premiada? Séra que omitiram essas informações?

São dúvidas que não foram esclarecidas pela secretária e muito menos pelo prefeito.

Quando indagada pelo áncora do programa de o que fazer para resolver o problema, as respostas foram vagas e dispersas e para variar as culpas foram colocadas na gestão anterior.

Todos que conhecem um pouco de educação sabe que inúmeras pesquisas, artigos, planos, projetos, programas, experiências tem buscado entender as razões do chamado fracasso no que se refere à aprendizagem da leitura e escrita. Os debates, em geral, resultam no apontamento da culpa dividida em dois pólos. De um lado as famílias, vistas como descomprometidas com a educação de seus filhos, e as crianças, tomadas como desinteressadas e carentes culturalmente – o que dificultaria ou mesmo inviabilizaria o ensino eficiente. De outro lado temos a culpabilização da escola nas figuras ora de (a) professor(a) , apontada como desatualizada ou tradicional, ora dos métodos de ensino, afirmados como retrógrados ou inadequados.

O problema desta análise é que redunda numa simplificação do objeto em questão. Neste rol de culpados o que temos é a inexistência da figura das políticas públicas como elemento partícipe da produção do chamado fracasso escolar.

A maneira reducionista como é tratado o tema invisibiliza parte de sua complexidade. E assim, compromete a possibilidade de encontrarmos pistas para sua superação. Assim, poderíamos nos perguntar diante dos dados resultantes das inúmeras pesquisas (oficiais ou não): quem são os alunos que estão fracassando de forma tão brutal na escola? Quem constitui a parcela dos que foram muito bem nos diferentes sistemas de avaliação? E os que foram muito mal, quem são? O fracasso ou o sucesso escolar são distribuídos de maneira equivalente entre as diferentes camadas sociais?

As perguntas parecem ficar no ar quando olhamos apenas os dados estatísticos isolados da conjuntura mais ampla. . É preciso desnaturalizar nosso olhar para nos perguntarmos: a serviço de que e de quem fazemos o que fazemos em educação?

Alfabetizar todos continua a ser um projeto e um desafio. E este desafio não é apenas para a professora ou para a criança. Este é um desafio coletivo. Planetário. Ou deveria ser. No entanto existem no mundo cerca de 113 milhões de crianças fora da escola. Por que não nos inquieta esse número? Talvez por esquecermos que atrás destes números há nomes: Helena, Pedro, Tereza, Luiz, Raquel, Sonia, João, Flavia, Amanda... Os números escondem sujeitos reais, pessoas que possuem sonhos e vontades.

Ocupar um programa de rádio para apontar um íncide de mais de 70% de analfabetismo é procurar culpados para isso e esquivar-se da responsabilidade do poder público em tentar amenizar a situação. E o pior é informar os números sem dizer qual a escola pesquisada, qual o critério de avaliação e como se deu a pesquisa.

Quem sabe proporcionando cursos de atualização e melhorando os salários dos professores seria um primeiro passo?

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